não digo da profunda brancura que cega
mas da lucidez que se faz presente no que se sente
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Vai
Quando era criança, costumava chorar sozinha.
Antes de dormir, puxava o cobertor pra cobrir a cabeça.
Não soluçava, não emitia um gemido sequer. Mas chorava.
Sentia-se sozinha.
Uma sensação de total vazio. O mundo era um buraco e ela se fazia um cisco de pó naquela imensidão negra.
Hoje, chora sozinha, no chuveiro.
Uma maneira de não admitir o choro, que enquanto água que cai dos olhos e se mistura com a correnteza do banho, não assume o pranto.
Não se sente mais o ínfimo nada de pó.
Se enxuga, veste algo e se perfuma. Sai pra rua em direção a mais um domingo.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Outro
Recochetear entre saber onde vai dar
E nada
Desesperar já não dá
Chorar, diluir, esvaziar
Vá dormir para ser dia, novamente
E nada
Desesperar já não dá
Chorar, diluir, esvaziar
Vá dormir para ser dia, novamente
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
cura
era uma adolescente cheia de teorias.
a primeira vez que botou o pé no consultório, a terapeuta olhou e disse: você nunca vai encontrar a cura nas linhas dos livros.
a primeira vez que botou o pé no consultório, a terapeuta olhou e disse: você nunca vai encontrar a cura nas linhas dos livros.
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