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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Geografia


Com minha bagagem embarco 
Ora dura minutos, ora horas, ora dias 
Aterrisso como um turista morto de fome 

Em um ato antropofágico 
                       [Com mãos e boca] 
Caminho cada milímetro da sua geografia

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Poesia musicada

 Quando a poesia se emudece em mim
 Sempre há os que continuam fazendo dela a sua voz.











quinta-feira, 4 de abril de 2013

O armário


Ainda  não compreendi o que estava escrito ali
Confissões de um sedentário
Que passara anos escondido dentro de um armário

Rabiscava as paredes
E deixara minúsculos bilhetes
Afim de alguém que pudesse ouvir suas preces

Ele rogava por ser ouvido, que alguém lesse o que havia dito
Eram murmúrios, lamentações, iras e acusações
Não entendia porque havia nascido

Sempre pensou que não estava protegido
De alguma maneira, cobrava por seu coração ser tão partido
Sabia que sozinho não adiantava mais

Via vultos, figuras que vinham de algum lugar
O desespero e a sede o fizeram levantar
Ao sair, viu que havia tempo, conhecia aquela realidade

Mas andara engessado pela sua própria enfermidade

sexta-feira, 15 de março de 2013

Rilke e o amor


“Nenhum terreno na experiência humana é tão cheio de convenções como este. Há nele uma profusão de cintos salva-vidas, canos e bexigas natatórias, toda a espécie de refúgios preparados pela opinião que, inclinada, a considerar a vida amorosa um prazer, teve de torná-la fácil, barata, sem perigos e segura como os prazeres do público. No entanto, muitos jovens que amam erradamente, isto é, entregando-se simplesmente sem manterem sua solidão.”

Rainer Maria Rilke

A única coisa que eu nao quero nessa vida é aprender a desamar.

terça-feira, 12 de março de 2013

Distração

Quando pensaria
que por estas ruas um dia andaria?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Soma

Quem diria que chegaríamos
A qualquer lugar
Achava que ia durar?

O tempo da vida, que passa
A tempestade chacoalhou

Enobreceu o que carrega dentro
No estômago revirado
A faísca borrada, o dorso surrado

Ficou.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Til



Através da tecla, enviei
De lá, ela perguntou o que era
Eu disse ‘til’, sorrindo
Se fez poema, em nada
Como se faz querer em qualquer palavra