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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Rotina parte I


                                             
A vulnerabilidade que a rotina - e os utensilios que fazem parte dela - traz é percebida quando se esta fora dela. 
Banheiro sem pia ou vaso sanitário; colchão diferente, lençol mal cheiroso; suco de mamão. 
Coisas banais que assustam pela maneira como chegam inesperadamente em sua vida e causam, inicialmente, desconforto, medo, fraqueza. 
O que nos mantém fortes? O pão que estamos acostumados a comer no café da manhã? A água quente que cai do chuveiro? A roupa passada que trocamos após o banho? 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aos mineiros de Potosí

Dentro da montanha ñ há uma grande preocupaçao
Ñ é preciso esquentar os pensamentos até virarem carvao

Os homens que ali trabalham vivem o presente
Ñ sabem se irao sair e rever seus entes

O que eles fazem é oferecer a
Pachamama e a Tio sua fé

Esperam que em troca
Os deuses lhe deem uma generosa dose
De proteçao e que saiam da grande mina
Saos

(*revisao ortográfica será feita assim que eu tiver acesso a um teclado brasileiro. Digitado em um teclado castelhano.)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SABE-SE DAS AUSÊNCIAS



Um final de tudo
Do mundo, do todo

O horizonte do medo,
Das incertezas
Do caos
Que dentro se espalha
Em linha finita

Buraco sem luz
É só um tempo de reflexões
Que se fundem em alucinações
E o ausente divide-se em presente

clichê minúsculo

Alguém ensina
quando o amor com dor
não rima?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Inconcisão


Palavra pensada não necessita ser registrada
Carimbo, cartório, contra-cheque
Tudo isso, ela não segue
Nasce, ali, inconcisa
Se ganha o chão da folha é porque perdeu a vergonha

sábado, 15 de dezembro de 2012

Preto no branco

As palavras têm opostos
Lados diferentes

O que tem no meio delas?

Nada consciente
É a morada da dúvida

Será que cabe uma vida entre o frio e o calor?
Claro e escuro
Pedra e saliva

Bem e mal
Pelicano e dinossauro
Pudor e despudor
Sorvete e carne de cordeiro

Quem tem medo do abismo?

Oração


Grita, grita

Ouve, ouve

Sem voz

A agonia

É tardia.